Liberação das importações deve baixar combustíveis
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 30 de novembro de 2001
Agência Estado <br> Do Rio 
Os preços dos combustíveis ganharão forte componente regional com a liberação das importações de gasolina e óleo diesel, prevista para o início do ano que vem. No modelo concebido pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) para o setor de distribuição de combustíveis, outras empresas além da Petrobras, poderão importar os produtos. Na avaliação do mercado e da própria agência, estas empresas devem priorizar sua atuação nas regiões Sul, Norte e Nordeste, forçando uma política mais agressiva de preços por parte da estatal frente à concorrência. ''O Sul pode ser abastecido pela Argentina, o Norte, pela Venezuela, e o Nordeste, por produtos do Caribe'', avalia o diretor da ANP Luiz Augusto Horta. Nestas regiões o preço dos combustíveis tende a cair, ao contrário da região Centro-Oeste, longe de refinarias e com limitações de concorrência. Com a liberação total dos preços, a ANP não acredita em aumento da gasolina no início do ano que vem. ''A tendência é de queda, porque a liberação vai ocorrer em momento propício, de dólar e petróleo em baixa'', observa Julio Colombi, da ANP.


