Liberação da carne fica para ano 2000
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sexta-feira, 13 de novembro de 1998
Vânia Moreira 
As regiões Sudeste e Centro Oeste só vão conseguir liberação para exportar carne para o mercado europeu depois de maio do ano 2000. Isto se até lá, conseguirem cumprir todas as etapas do processo para comprovar que a região está livre da febre aftosa. A informação foi dada ontem, em Umuarama pelo Secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Ênio Marques. Segundo o secretário, o Ministro da Agricultura, Francisco Turra, já assinou portaria, a ser publicada nos próximos dias, com o calendário de providências para expansão de áreas livres da doença. São Paulo, Paraná, Mato Grosso, Mato grosso do Sul, Goiás e Tocantins terão mais de um ano e meio para comprovar a erradicação da febre aftosa.
O pedido de suspensão da barreira sanitária contra a carne brasileira só será apreciado pela Organização Internacional de Epizootíase (OIE), organização mundial que trata da saúde animal, em assembléia marcada para maio do ano 2000.
Segundo Marques, ainda este ano, o governo de cada Estado terá de encaminhar para a Assembléia Legislativa projetos de lei criando barreiras contra a entrada de animais de outras regiões onde a doença ainda não foi erradicada. A partir de abril, começam a ser feitos os exames de sorologia animal para comprovar que o vírus foi eliminado naqueles Estados. Somente o Paraná deve fazer cerca de 14 mil exames.
O resultado desses exames será apresentado a OIE junto com o pedido de liberação para exportação da carne produzida no Sudeste e Centro-Oeste. Segundo Marques, o Centro-Oeste possui cerca de 900 milhões de cabeças de gado e responde por cerca de 80% da produção de carne do país.
Atualmente, apenas o Rio Grande do Sul e Santa Catarina são declaradas áreas livres de aftosa e podem exportar a produção para os mercados europeu e norte-americano.
Seminário Representando o Ministro Francisco Turra, Ênio Marques participou ontem em Umuarama do Seminário de Qualidade e Competitividade da Produção Agropecuária, o pontapé inicial para a campanha de erradicação da febre aftosa no Paraná.
Durante o encontro, foi criado o Conselho Estadual de Sanidade Agropecuária (CONESA). Também estão sendo criados o Conselho Nacional e conselhos municipais. Umuarama foi o primeiro município paranaense a criar o Conselho Municipal de Sanidade Agropecuária.
O presidente da Sociedade Rural de Umuarama, Sidney Lujan, lembrou que o Estado não registra focos de aftosa há 46 meses e precisa agilizar a liberação das exportações. Nas zonas consideradas livres, o preço da arroba do boi é quase 10% maior.


