Levy dá adeus em reunião e governo já procura substituto
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sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
Valdo Cruz<br> Folhapress 
Brasília - O ministro Joaquim Levy (Fazenda) surpreendeu os integrantes do CMN (Conselho Monetário Nacional) ao se despedir deles na última reunião do ano e informar que não estará presente no próximo encontro, no fim de janeiro. De acordo com os presentes, o tom era de quem praticamente oficializou a saída do governo. A reportagem ouviu o relato de dois assessores que estavam na reunião. Segundo eles, ao final da reunião, Levy desejou boas festas e bom final de ano a todos. Em seguida, afirmou que, pelas perspectivas, não estará mais presente no CMN na primeira reunião do próximo ano, no final de janeiro.
Procurado pela reportagem, o ministro da Fazenda mandou dizer, por meio de sua assessoria, que revelar o que é dito dentro de reuniões do CMN é uma "infração funcional e que, por isso, não poderia nem confirmar nem desmentir" a informação. O ministro da Fazenda divergiu novamente do governo na definição da meta fiscal de 2016. Ele era contra a redução, que acabou sendo aprovada, de 0,7% para 0,5% do PIB (Produto Interno Bruto). Em conversas reservadas, ele vinha dizendo que, se a meta fosse reduzida, deixaria o governo.
Segundo a reportagem apurou, o Palácio do Planalto já está sondando nomes para substituir o ministro da Fazenda. O planejamento inicial da presidente Dilma era fazer a troca no início do próximo ano, de forma negociada, para não causar turbulências.
O CMN é o órgão superior do sistema financeiro brasileiro e é responsável por formular a política da moeda e do crédito. Atualmente, o conselho é composto pelos ministros da Fazenda e do Planejamento, e o presidente do Banco Central. As reuniões do CMN são mensais, e as decisões, regulamentadas por meio de resoluções divulgadas no Diário Oficial da União e na página de normativos do Banco Central.


