Rio - O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Carlos Lessa, acredita que a interpretação do ministro da Fazenda, Antônio Palocci, sobre a idéia de ''reprivatização'' de empresas foi feita com base em uma informação dada fora de contexto. Ontem, ele sustentou que a idéia apresentada por ele, ''de modo algum se opõe ao que pensa o governo'' e deu a entender que o ministo da Fazenda, Antônio Palocci, entendeu a proposta como um ''novo surto de privatizações''.
Por escrito, ele apresentou a sua versão para o incidente entre os integrantes do governo, depois de informar que não comentaria as decisões do ministro. A íntegra da resposta é a seguinte: ''Nós entendemos que descontextualizada a frase poderia até dar idéia de que haveria um novo surto de privatizações.
Mas, rigorosamente, não é isso. O BNDES não quer ser gestor de empresas. Se hipoteticamente o gestor privado perdeu o controle da saúde da empresa, nós assumimos temporariamente este controle, seguindo critérios consagrados pela boa prática econômica, saneamos e devolvemos a empresa à esfera do mercado, que é a esfera privada. Agora como empresa fortalecida e competitiva.
Pode ser ou não para as mesmas mãos. E este era o teor da minha entrevista ao jornal Valor e que não se opõe, de modo algum, ao que pensa o governo.''

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