Lessa defende parceria entre Varig e TAM
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terça-feira, 29 de junho de 2004
Agência Folha 
Brasília - O presidente do BNDES, Carlos Lessa, defendeu ontem a manutenção do compartilhamento de vôos entre as empresas Varig e TAM. O Ministério da Fazenda já havia emitido um parecer contrário à prática, que resultou em diminuição da competição e aumento de tarifas.
Lessa, no entanto, acredita que a competição entre as empresas não vá ser positiva. ''Muitas vezes a concorrência é um ato de haraquiri (suicídio) coletivo'', disse. ''O Estado nunca deixa que haja o suicídio coletivo, porque (a aviação comercial) é um serviço público fundamental para o país'', afirmou.
Questionado sobre se a manutenção do compartilhamento de vôos (conhecido no jargão técnico como ''code-share'') não causaria distorções no mercado, ele respondeu: ''Não há pior distorção de mercado do que as empresas quebrarem. Essa é a pior de todas, é o mercado cometendo haraquiri, é o mercado se autodestruindo''.
Lessa afirmou também que todas as companhias vão perder, caso o compartilhamento de vôos acabe. ''A aviação brasileira, sem o ''code-share', entra em um processo competitivo em que todas as companhias vão ser perdedoras'', disse.
Ele deu como praticamente descartada a idéia de fusão entre a TAM e a Varig, como era o projeto inicial das empresas, com o apoio do governo. ''Apostamos muito na proposta da fusão. Aparentemente, a idéia da fusão não avançou. A aviação brasileira não pode desaparecer'', disse.
O ministro da Defesa, José Viegas, afirmou que há possibilidade de interesse privado na Varig, caso a empresa seja saneada com a ajuda do governo federal. Segundo Viegas, o BNDES poderia ajudar no saneamento da empresa.


