O governador Jaime Lerner (PFL) levantou suspeitas ontem quanto à legalidade do decreto legislativo aprovado em primeira discussão pela Assembléia anteontem suspendendo todos os incentivos fiscais concedidos pelo seu governo ao grupo português. ‘‘Ainda estamos avaliando se a medida dos deputados é justa e legal’’, declarou.
Lerner não quis polemizar o assunto e adotou postura de magistrado, sem oficialmente ficar do lado do Sonae ou dos fornecedores. O governador disse que o governo do Estado tem que ajudar no desenvolvimento da economia do Estado, mas sem deixar de lado os pequenos produtores. ‘‘Num diálogo com a Assembléia estamos buscando uma solução para esse problema’’, reforçou.
O governador conversou pela manhã com o líder do governo na Assembléia, Valdir Rossoni (PTB). O deputado levou um puxão de orelha de Lerner por ter apoiado a idéia de Khury, de baixar um decreto. Para Rossoni, o governador disse ter considerado a medida um pouco drástica demais. Ele tinha nova conversa com o secretário-chefe da Casa Civil, Pretextato Taborda.
Rossoni não confirma, mas o governador do Paraná estaria pressionando os deputados estaduais da base aliada a convencer Khury a retirar o decreto de pauta na próxima terça-feira. Para setores do governo, apesar de desnecessário, o decreto teria tido o lado bom, de pressionar o grupo Sonae e rever posição e se abrir para negociação, o que acabou ocorrendo ontem.
‘‘Nossa única preocupação é não criar um ambiente de insegurança para empresas que estão se instalando no Paranᒒ, declarou Rossoni, ao comentar o decreto e o projeto que começa a tramitar em plenário, de cortar benefícios às empresas que venham a provocar danos às empresas e à economia estadual. (L.D)

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