Marcelo AlmeidaPara jovensO governador Lerner anuncia o programa que vai capacitar jovens acima de 14 anosO Paraná é o primeiro Estado a oferecer curso de formação e capacitação para jovens acima de 14 anos em Agricultura Básica. Os formandos receberão certificado de qualificação em agricultura e do ensino supletivo de 5ª a 8ª série do 1º grau. O programa foi lançado ontem pelo governador Jaime Lerner que prevê a criação de 200 escolas do campo para atender 15 mil jovens por ano. Além do atendimento aos jovens, as escolas do campo vão proporcionar cursos de qualificação para cerca de 8 mil agricultores por ano.
Ele será executado pela Codapar e terá o apoio técnico das Secretarias da Agricultura e da Educação. Para Lerner, esse projeto representa o futuro da agricultura. O jovem passa a ter meios de opinar se quer permanecer no meio rural ou quer ir para a cidade, acredita ele. Como está ocorrendo até agora dá a impressão que ‘‘estávamos empurrando’’ o jovem para a cidade, sendo que cada vez mais ele está assumindo os valores urbanos, enquanto deixa de dar a importância devida ao campo, ressaltou.
Para Lerner, esse programa dá a condição de investir no futuro desses jovens para que eles ‘‘tenham o orgulho de dizer que são formados em agricultura’’. ‘‘Fora isso, todo o conjunto de formação precisa de estímulo e motivação para que o jovem tenha o entusiasmo para optar pela atividade no meio rural’’, disse o governador. O secretário da Agricultura e do Abastecimento Hermas Brandão acrescentou que a preocupação não é apenas aumentar a produtividade mas também oferecer melhores condições de vida no campo, entre elas a profissionalização.
Na escola do campo deverá ser adotada a pedagogia da alternância. O jovem passa uma semana na escola e duas semanas na propriedade da família onde tem condições de implantar na prática os ensinamentos recebidos. Ao voltar para a escola a experiência dos pais e vizinhos discutida com os professores é transformada em instrumento de aprendizagem.
Para o presidente da Codapar, Antonio Poloni, órgão que vai executar o programa, o projeto é ambicioso e depende da vontade da comunidade. ‘‘Sem isso fica impossível implantar a escola do campo no município’’, alertou. Isso porque deverá ser criada a Associação de Pais e Alunos dessa escola do Campo, que vai ter autonomia para gerenciar a escola. Portanto, sem o envolvimento da comunidade será difícil alcançar o sucesso, ressaltou.
Polloni explicou que a escola do campo será criada pela Arcafar (Associação das Casas Familiares Rurais do Sul do Brasil) e a Secretaria da Educação autoriza o funcionamento. A Arcafar fará o acompanhamento da parte pedagógica das escolas e associativa. E a Codapar vai fazer a ligação entre a associação de pais e mestres com as empresas e órgãos que vão participar do empreendimento.

mockup