Lerner garante processo de privatização
O governador Jaime Lerner (PFL) garantiu ontem que o processo de privatização da Copel está mantido, mesmo com a desistência anunciada das maiores companhias. Para o governador, as atitudes da Endesa, EDF e AES foram isoladas e não têm ligação com a turbulência econômica pela qual passa o mundo em decorrência do conflito internacional entre Estados Unidos e Afeganistão.
''Os indicadores são cada vez mais positivos. Se vocês lerem os jornais verão que cada vez mais os fatores que poderiam influenciar negativamente (na privatização) começam a ser retomados'', afirmou Lerner. O governador disse que é considerado normal um procedimento de desistência de uma empresa.
Ele citou o caso do Banestado, onde alguns consórcios e bancos recuaram após terem tido acesso ao ''data room''. ''É de se imaginar que numa privatização, um, dois ou três grupos desistam'', disse Lerner.
O governador negou a informação de que algumas empresas teriam procurado o governo para pedir o adiamento da privatização. As empresas estariam com receio de investir na compra de estatal de energia num momento de crise mundial e ainda com indefinições no cenário nacional de energia.
Lerner tem pressa em vender a Copel. O dinheiro precisa ser utilizado para investir no fundo previdenciário dos servidores públicos e, desta maneira, desafogar o comprometimento da receita com salários. O governo conta ainda com o dinheiro para investir em obras. Lerner tem até abril do próximo ano para injetar os recursos nos municípios. Após esse prazo há o impedimento da Lei Eleitoral. (C.M.)





