Lerner garante leilão dia 17
O governador Jaime Lerner deixou claro ontem que não pensa em alterar o cronograma de privatização do Banestado, nem mesmo se for para atender o pedido dos bancos pré-qualificados, que já manifestaram interesse na mudança do calendário. Não vejo razões para modificar a data. Ela será mantida, afirmou. A declaração do governador revela uma preferência pela tese do secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, que defende o leilão no dia 17 de outubro para evitar o pagamento de uma multa mensal de R$ 14 milhões ao Banco Central ou mesmo a federalização.
Do outro lado da balança está a posição do presidente do Banestado, Reinhold Stephanes, contrário à venda antes do Banespa. Stephanes teme que o ágio do Banestado caia pelo desinteresse dos bancos pré-qualificados, que poderiam não dar ofertas altas para não se descapitalizarem para o leilão do banco paulista. As teorias conflitantes de Gionédis e Stephanes têm provocado atritos entre os dois. As brigas já respingaram no Palácio Iguaçu, apesar de Lerner tentar colocar panos quentes na polêmica. Não há divergência entre os dois (Gionédis e Stephanes) a partir do momento em que a data está definida, disse o governador.
Seguindo a linha de Gionédis, o governador afirmou que o Paraná não pode ficar refém das decisões tomadas em São Paulo, pois ainda não há uma certeza de quando seria a venda do Banespa. O processo de privatização do banco paulista estava parado na Justiça desde o início do ano, mas a liminar judicial foi derrubada, garantindo que o leilão ocorra em meados de novembro.
É obvio que o Banco Central tem o cuidado de que os leilões não aconteçam no mesmo período, mas o nosso processo está muito mais avançado. Não podemos aguardar um processo que não sabemos quando vai terminar, afirmou o governador. Ele avalia que o Estado terá mais prejuízos do que benefícios se a privatização for adiada. (Carmem Murara)





