Lerner diz que privatização é inevitável
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quarta-feira, 14 de março de 2001
Emerson CerviDe Curitiba 
O Governador Jaime Lerner (PFL) garantiu ontem que a privatização da Copel acontecerá no segundo semestre deste ano e nem mesmo se ele quisesse, poderia evitar a venda da estatal. A decisão de vender a Copel não é do Estado, mas do governo do Brasil e foi tomada há alguns anos, disse o governador ontem, referindo-se ao programa nacional de desestatização das empresas de energia, criado em 1991. Não há nada que se possa fazer para ficar com a Copel. Cerca de 80% das empresas de energia estaduais já foram privatizadas, disse.
Lerner lembrou que 11 governadores do PSDB, nove do PMDB e um do PT já venderam as estatais energéticas. Políticos paranaenses desses partidos são os principais opositores da privatização da companhia estadual.
O fato da Copel ter fechado 2000 com o maior lucro da sua história, R$ 430 milhões, 40% a maior que o de 1999, não vai interferir no processo de privatização. É bom para o Estado que a Copel seja vendida enquanto continua lucrativa, pior seria esperar ela começar a dar prejuízos e o governo ter que injetar dinheiro na estatal.
Segundo o governador, assim que houver a abertura de mercado para venda de energia elétrica, a partir de 2003, as empresas que ainda forem estatais perderão competitividade. Uma estatal não pode fazer pré-venda de energia porque isso é considerado antecipação de receita, ela é muito mais burocratizada e isso eleva os custos operacionais, por isso não teria condições de competir com empresas privadas em um mercado aberto.


