Com receio de que políticos da oposição possam explorar a venda do Banestado contra o candidato Cássio Taniguchi (PFL), o governador Jaime Lerner (PFL) disse ontem esperar que a população entenda a atitude do governo do Estado de privatizar o banco. ‘‘Não é função do governo a área bancária. A nossa função é investir no social’’, afirmou em entrevista coletiva, convocada para comentar a privatização.
Lerner afirmou que optou em vender o banco em meio a um processo eleitoral, porque estava em jogo a credibilidade do Estado. ‘‘Pensamos muito sobre isso, mas a responsabilidade com o povo está acima do momento eleitoral’’, declarou. O governador demonstrou estar satisfeito com o ágio de 303% obtido com a venda do banco para o Itaú.
Para o governador, a privatização do Banestado representou mais uma etapa para estancar a ‘‘sangria’’ nas contas públicas. O banco chegou a ter um rombo de R$ 5,1 bilhões, valores que reajustados chegam a R$ 6 bilhões. O governador admite que a oposição poderá explorar a venda do banco, mas disse que não tem receio nesse sentido. ‘‘A exploração de maneira eleitoreira faz parte do jogo, mas a população saberá julgar’’, afirmou. (C.M.)

mockup