Londrina ᖠO governador Jaime Lerner (PFL) disse que vetou o Programa de Incentivo à Produção e Industrialização do Algodão no Paraná (Proalpar), que prevê redução da arrecadação de ICMS pelo Estado para aumentar o cultivo de lavouras no Estado, porque considerou que a idéia precisava de adequações. ‘‘Eu nunca vetei projeto que promova desenvolvimento. Às vezes, é necessária uma adequação’’, afirmou ontem na visita a municípios do Vale do Ivaí. O projeto aprovado na Assembléia estabelece que o governo fique com 25% da receita do ICMS sobre o algodão, a indústria 37,5%, os produtores 30% e as instituições de pesquisa 7,5%.
Apesar do projeto ter voltado à Assembléia e poder se tornar lei se for promulgado pelos deputados, Lerner não pretende mudar de opinião sobre a proposta. ‘‘Às vezes um projeto que tem uma intenção fere a lei. Então nós temos que adequadá-lo à legislação para que não seja inconstitucional. Mas a intenção é boa e nós vamos trabalhar em cima’’, argumentou o governador.
Representantes da Associação dos Cotonicultores do Paraná, cooperativas e empresas se reuniram ontem em Maringá para debater estratégias de revitalização da cadeia produtiva do algodão no Estado. Na safra 91/92, o Paraná tinha 80 mil produtores cultivando 705 mil hectares de algodão. Atualmente são apenas 2,5 mil agricultores e 37 mil hectares de lavouras.
As entidades sustentam que o algodão ocupa grande quantidade de mão-de-obra. Além disso, destacam que a perda de receita com ICMS, num primeiro momento, pode ser recuperada com o aumento da área cultivada, novos empregos criados e dinheiro que passará a circular na economia paranaense.

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