Lerner defende preço mínimo
O governador Jaime Lerner (PFL) defendeu ontem, em Curitiba, o preço mínimo de R$ 434 milhões que será apresentado no leilão do Banestado. Apesar da distância entre o valor base e os cerca de R$ 5,4 bilhões usados no saneamento do banco, Lerner acredita que o governo possa sair lucrando. Ele espera um grande ágio.
Lerner deveria assinar ainda ontem o decreto que contém as informações que serão publicados no edital de venda, no próximo dia 30.
Bancários e deputados de oposição, que consideram baixo o valor mínimo de venda foram criticados por Lerner. Aí é que vocês vêem a briga que acontece quando o corporativismo quer manter bancos que tornam necessários saneamentos dessa natureza, declarou. O governador disse que a privatização era inevitável. O programa de ajuste fiscal imposto pelo governo federal aos Estados teria motivado a venda, segundo Lerner.
Para o governador, o dinheiro do Banco Central usado no saneamento das contas poderia ter sido usado na área social. Espero que nunca mais se precise usar dinheiro público para sanear bancos, comentou. Lerner se eximiu de qualquer responsabilidade no rombo dos R$ 5,4 bilhões. Ele afirmou que 70% dos problemas financeiros do Banestado foram herdados de outros governos.(Dimitri do Valle)





