Lerner assina contratação de veterinários e agrônomos
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sexta-feira, 31 de julho de 1998
Vânia Casado 
A contratação de cem médicos veterinários e 40 engenheiros agrônomos para trabalhar no sistema de Defesa Sanitária da Secretaria da Agricultura foi autorizada ontem pelo governador Jaime Lerner, que assinou a nomeação dos profissionais. Com isso, o Paraná vai reestruturar os serviços de defesa sanitária vegetal e animal, que vinham sendo prejudicados pela falta de pessoal. A medida foi bem recebida pelo presidente da Federação da Agricultura do Paraná, Ágide Meneguette, ao prever que o Paraná irá ganhar novos mercados com a expectativa de alcançar a condição de área livre de febre aftosa.
A nomeação vai permitir ainda a habilitação do Paraná a receber novos recuros do Ministério da Agricultura, conforme o plano nacional de reestruturação da Defesa Agropecuária. No ano passado, o Estado já havia recebido R$ 4,2 milhões do ministério, sendo que a contrapartida estadual seria a contratação dos profissionais. Agora, cumprindo essa etapa do acordo, o Paraná poderá receber mais R$ 4,5 milhões do governo federal, informou o coordenador do Programa Nacional de Reestruturação da Defesa Agropecuária, Francisco Luderitz, quando esteve em Curitiba esta semana.
A reestruturação do serviço de defesa agropecuária vai permitir ao Paraná avançar na busca do reconhecimento de área livre contra febre aftosa, integrando-se aos estados do Sul, do qual foi alijado, disse o diretor do Departamento de Fiscalização da Secretaria da Agricultura, Felizberto Batista. Segundo ele, o Estado poderá mostrar e provar às missões internacionais que vierem para cá que tem uma vigilância atuante sobre a produção animal e vegetal, com uma estrutura técnica capilarizada em todo o interior, garantindo produtos de qualidade aos consumidores.
Muitos programas de defesa e fiscalização na área de defesa animal e vegetal serão retomados e implementados com a reestruturação de pessoal, disse Batista. Ele citou como exemplo a fiscalização sobre a comercialização de produtos de origem vegetal. Isso porque muitos produtos são empacotados para o consumo contendo resíduos de agrotóxicos, aflotoxinas e outros tipos de fungos e bactérias. A queda de qualidade reverte em prejuízo para os produtos fabricados no Estado, explicou o técnico.


