A contratação de cem médicos veterinários e 40 engenheiros agrônomos para trabalhar no sistema de Defesa Sanitária da Secretaria da Agricultura foi autorizada ontem pelo governador Jaime Lerner, que assinou a nomeação dos profissionais. Com isso, o Paraná vai reestruturar os serviços de defesa sanitária vegetal e animal, que vinham sendo prejudicados pela falta de pessoal. A medida foi bem recebida pelo presidente da Federação da Agricultura do Paraná, Ágide Meneguette, ao prever que o Paraná irá ganhar novos mercados com a expectativa de alcançar a condição de área livre de febre aftosa.
A nomeação vai permitir ainda a habilitação do Paraná a receber novos recuros do Ministério da Agricultura, conforme o plano nacional de reestruturação da Defesa Agropecuária. No ano passado, o Estado já havia recebido R$ 4,2 milhões do ministério, sendo que a contrapartida estadual seria a contratação dos profissionais. Agora, cumprindo essa etapa do acordo, o Paraná poderá receber mais R$ 4,5 milhões do governo federal, informou o coordenador do Programa Nacional de Reestruturação da Defesa Agropecuária, Francisco Luderitz, quando esteve em Curitiba esta semana.
‘‘A reestruturação do serviço de defesa agropecuária vai permitir ao Paraná avançar na busca do reconhecimento de área livre contra febre aftosa, integrando-se aos estados do Sul, do qual foi alijado’’, disse o diretor do Departamento de Fiscalização da Secretaria da Agricultura, Felizberto Batista. Segundo ele, o Estado poderá mostrar e provar às missões internacionais que vierem para cá que tem uma vigilância atuante sobre a produção animal e vegetal, ‘‘com uma estrutura técnica capilarizada em todo o interior, garantindo produtos de qualidade aos consumidores’’.
Muitos programas de defesa e fiscalização na área de defesa animal e vegetal serão retomados e implementados com a reestruturação de pessoal, disse Batista. Ele citou como exemplo a fiscalização sobre a comercialização de produtos de origem vegetal. Isso porque muitos produtos são empacotados para o consumo contendo resíduos de agrotóxicos, aflotoxinas e outros tipos de fungos e bactérias. ‘‘A queda de qualidade reverte em prejuízo para os produtos fabricados no Estado’’, explicou o técnico.

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