Leitura imediatista sobre efeitos da MP é incorreta
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quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Fabio Graner<br> Agência Estado 
Brasília, 22 (AE) - Na opinião do vice-presidente de finanças do Banco do Brasil, Aldo Luiz Mendes, não é correta a ''leitura imediatista'' da Medida Provisória 443 feita pelo mercado, de que o banco estaria sendo usado pelo governo para socorrer o sistema financeiro, colocando em risco sua rentabilidade. Segundo ele, a MP atende um pleito antigo do banco, colocando-o em pé de igualdade com o setor privado permitindo que participe de um eventual processo de fusões e aquisições no setor financeiro. ''A medida traz para o BB aquilo pelo que se lutava há muito tempo: igualdade de condições. Antes, o banco só podia crescer organicamente. Agora, podemos fazer aquisições que nos interessem'', afirmou. ''Esta é a leitura que deve ser feita, pois tudo correrá dentro do sistema de governança, com respeito aos acionistas. Só faço leitura positiva, a imediatista não é a correta. A MP dá condições interessantes para o Banco do Brasil''. Mendes também disse que a medida provisória favorece o BB na operação em que a instituição adquiriu o controle total da seguradora Aliança Brasil, que antes era dividido com uma empresa privada chamada Aliança Bahia. No meio do ano, o BB adquiriu essa participação, de 51%, mas com a legislação vigente até então, teria 12 meses para encontrar outro sócio privado. Como a MP 443 permite que bancos públicos controlem seguradoras, o BB ganha poder de negociação para uma eventual venda de participação acionária da Aliança Brasil. O executivo apontou que a seguradora pode ser um negócio atraente para um investidor estrangeiro, já que contará com uma plataforma de distribuição como a rede do Banco do Brasil.


