Das Agências
Começam hoje as licitações que selam o fim do monopólio da exploração de petróleo no País, há 45 anos sob a tutela da Petrobrás. A ANP (Agência Nacional do Petróleo) estará leiloando hoje e amanhã, no Rio, 27 áreas para exploração e produção, localizadas em oito bacias sedimentares (ver quadro).
O diretor-geral da ANP, David Zylbersztajn, diz que esses novos negócios e os outros que estão por vir nas próximas rodadas de licitações (ainda sem data) devem dobrar, em ‘‘cinco ou seis anos’’, os investimentos na indústria do petróleo previstos pela Petrobrás e suas parcerias, atingindo US$ 30 bilhões.
Apenas duas empresas nacionais vão disputar as 27 áreas de exploração de petróleo. Apesar de quatro companhias estarem habilidades, a Vale do Rio Doce e a Marítima Petróleo e Engenharia desistiram da concorrência. Somente a Petrobrás e a Queiroz Galvão Perfurações ficaram na disputa.
A tranquilidade do processo de licitação foi quebrada ontem por dois pedidos de liminares na Justiça para suspender o processo. A ANP montou um plantão jurídico em conjunto com a Advocacia Geral da União (AGU) para evitar o bloqueio da concorrência pública por uma enxurrada de liminares. Mas não foi necessária a intervenção da ANP: no início da noite um dos pedidos foi indeferido e o outro caiu em exigência, garantindo a realização do leilão hoje, como previsto.

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