Leilões dos lotes da Cidade Industrial arrecadam R$ 26,3 milhões
Das 52 áreas ofertadas, 39 foram arrematadas; uma segunda etapa do certame está prevista para as próximas semanas
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 13 de novembro de 2024
Das 52 áreas ofertadas, 39 foram arrematadas; uma segunda etapa do certame está prevista para as próximas semanas
Simoni Saris - Grupo Folha 

Os primeiros leilões para venda dos lotes da Cidade Industrial de Londrina terminaram nesta quarta-feira (13) com 39 das 52 áreas disponíveis arrematadas. As vendas somaram R$ 26,345 milhões, valor que corresponde a um ágio médio de 8% sobre o preço ofertado no certame. No total, foram comercializados 116,5 mil metros quadrados dos 250,8 mil colocados à venda. Os espaços remanescentes serão leiloados em uma segunda rodada, prevista para acontecer em cerca de 15 dias.
Os nomes das empresas que adquiriram os lotes ainda não foram divulgados, o que só deve acontecer após concluída a fase de homologação do processo licitatório. Na primeira fase da disputa, o edital priorizou a indústria da transformação, com códigos da CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) dos seguintes setores: TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação), agronegócio, saúde, eletrometalmecânico e químico e materiais.
Na segunda etapa, as vendas estarão abertas a um número maior de segmentos e o único impedimento à participação nos leilões é para as indústrias cujas atividades não sejam compatíveis com o zoneamento da área do complexo industrial, na zona norte, próximo ao limite com Cambé. O local faz parte da Bacia do Ribeirão Jacutinga, que abastece o município de Ibiporã.
A primeira etapa dos leilões aconteceu nos dias 8, 11, 12 e 13 de novembro e o resultado do processo de venda foi considerado bastante positivo pelo diretor de Desenvolvimento da Codel (Instituto de Desenvolvimento de Londrina), Atacy Melo Junior. “Abrir a venda acima de 50% já é um sucesso. Nessa primeira rodada, vendemos 75% do loteamento. Só por ter 39 empresas que fazem o processo de indústria de transformação já é um destaque”, avaliou.
Embora o ágio médio tenha ficado em 8%, alguns lotes foram arrematados por valores 70% acima da avaliação inicial na primeira etapa. “Quando a empresa visita o local, ela olha, imagina a indústria ali, o custo de movimentação de terra para acertar um terreno, a localização da área, que pode permitir uma visibilidade maior ou ter duas entradas para operações, a posição do sol, a proximidade com a portaria, tudo isso influencia no valor da venda”, explicou Junior.
Os 13 lotes que restaram têm entre dois mil e 20 mil metros quadrados e estão avaliados entre R$ 380 mil e R$ 3,5 milhões cada um. Caso após a segunda rodada ainda haja áreas não comercializadas, novas ofertas poderão acontecer em 2025.
O dinheiro arrecadado no leilão tem destinação certa. Será depositado no FMIDEI (Fundo Municipal de Incentivo ao Desenvolvimento Econômico e Industrial), criado em 2023 pela lei municipal 13.701, para que seja reinvestido na compra de novas áreas para a atração de mais empresas e expansão do setor industrial londrinense. “O fundo foi criado com a finalidade de financiar ações voltadas ao desenvolvimento econômico do município”, destacou o presidente da Codel, Fábio Cavazotti.
Nos próximos dias, a Codel vai convocar as empresas que arremataram os terrenos para assinarem contratos de compra e venda e fazerem o pagamento dos lotes, que pode ser à vista, com desconto de 10%, ou a prazo, com 15% de entrada e parcelamento em até 36 vezes.
A Cidade Industrial está com cerca de 65% das obras concluídas e deve ser inaugurada no mês que vem. As empresas vencedoras do leilão terão 12 meses para começar a construir e 24 meses para iniciar as atividades. A estimativa é que o complexo industrial gere mais de dois mil empregos diretos e outros quatro mil indiretos.


