Leilões de imóveis crescem com aumento da inadimplência
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quinta-feira, 13 de março de 1997
Bete Fagundes 
Os leilões de imóveis devem acontecer com mais frequência em Londrina. É essa a tendência, admite o gerente-geral José Roberto Matheus, da agência/Londrina da Caixa Econômica Federal. Com o aumento da inadimplência no País, automaticamente o banco passará a realizar mais que um leilão por ano, que é média atual. O próximo está marcado para 8 de abril.
O mutuário já sabe que o banco está acompanhando com afinco a falta de pagamento e acionando mecanismos de controle com mais agilidade. Também renegocia formas e formas de pagamento, incentivando até mesmo a liquidação antecipada do imóvel. Quer - e precisa - arrumar a casa.
Os imóveis oferecidos em leilão são aqueles que a Caixa recupera judicialmente por falta de pagamento. Não podemos deixar ninguém morando dois, cinco anos de graça, afirma o gerente, acrescentando, porém, que ao mesmo tempo em que enfrenta esse tipo de mutuário, ou reclamações diversas, o banco também é procurado por muitos que desejam acertar as contas ou comprar algum imóvel em leilão, inclusive.
A CEF tanto mudou o seu estilo de trabalho que desta vez lança uma campanha publicitária para divulgar o leilão na cidade. Vai usar out-doors e fazer chamadas na TV, no rádio. De qualquer modo, adianta o gerente, o banco sempre consegue bons resultados nos leilões. A meta em Londrina é vender de 80% a 90% dos 94 imóveis disponíveis (incluindo um em Ivaiporã e outro em Alvorada do Sul).
A expectativa do gerente está centrada nos preços e nas condições de pagamento. A avaliação do imóvel foi feita junto com imobiliárias de Londrina e retrata a realidade de mercado; é uma avaliação mais realista, compatível com os preços de mercado, observa ele, lembrando que em outros tempos, tempos de inflação, vendia-se às vezes pelo saldo devedor; um absurdo.
Para este leilão a Caixa oferece cinco modalidades de pagamento: à vista, com o FGTS, a Carta de Crédito e a Carta Procred, ou financiamento integral do imóvel. Quem quer contar com financiamento, parcelamento, ou utilizar recursos do FGTS, deve procurar o banco antes do prazo estipulado para a entrega das propostas: 4 de abril.
Detalhe importante: 50% dos imóveis estão ocupados. E a retirada do morador fica por conta de quem adquiriu o imóvel, o que é possível fazer através da justiça comum - despejo, no caso.


