As vendas de bovinos para cria e recria em leilões realizados pela Programa Leilões cresceram 15% em 1998, com mais de 100 mil animais comercializados em vários Estados. No Paraná, segundo o diretor da Programa, Paulo Horto, as vendas representaram 50% do total da empresa, sendo Umuarama a praça que mais se destacou na comercialização de gado de corte.
Segundo Horto, dados da Associação Brasileira das Empresas Leiloeiras, menos de 30% da produção pecuária do País é comercializada através de leilões. ‘‘Ao contrário da Argentina, Europa e Estado Unidos, onde 90% dos animais são negociados por este sistema’’, observou.
O diretor da Programa afirmou que o setor, depois de enfrentar dificuldades no biênio 96/97, com o fechamento de várias empresas, voltou a apresentar crescimento no ano passado. ‘‘Principalmente aquelas empresas que investiram na modernização de suas atividades’’, afirmou.
A Programa, segundo ele, trouxe em 98 como novidade para seus leilões a parceria com o Canal do Boi e a Net Paraná, transmitindo alguns dos seus principais leilões ao vivo para todo o Brasil. ‘‘Hoje tudo se vende e se compra através da televisão. O tempo é muito valioso, principalmente para quem tem a pecuária como atividade paralela à sua principal’’, observou.
Horto disse também que no ano passado os pecuaristas despertaram para a importância de se buscar inovações que proporcionasse maior produtividade na pecuária nacional. ‘‘O amadorismo e a falta de iniciativa não tem mais espaço na pecuária moderna, é preciso inovar em tecnologia e produtividade para obter uma propriedade rural economicamente viável.

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