Leilões aumentam otimismo e bolsas têm valorização
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quinta-feira, 16 de julho de 1998
Agência Estado 
O mercado financeiro fortaleceu a onda de otimismo em que se vinha embalando desde o início da semana, a partir do sentimento de melhora no cenário internacional, com a perspectiva de acomodação das crises no Japão e na Rússia. A Bolsa de São Paulo fechou o pregão de ontem com valorização de 2,43%, a quarta alta da semana, e com expansão do volume negociado, que superou R$ 700 milhões. O volume total, incluído o arrecadado com a venda da Elektro, foi de R$ 2,216 bilhões. A Bolsa do Rio fechou em alta de 1,68%.
Foram determinantes para a reavaliação de expectativas dois fatores de alento, os bem-sucedidos leilões de privatização nos últimos dias. O surpreendente ágio de 671% na venda da Flumitrens, empresa de trens urbanos do Rio de Janeiro, na quarta-feira, e o de 98,9% sobre o preço mínimo na venda da Elektro, subsidiária da Cesp para a distribuição de energia elétrica, ontem, traduziram claramente, segundo analistas, o interesse do investidor estrangeiro pelo País.
O êxito dos dois últimos leilões de privatização levou os investidores a apostar no sucesso da venda de Telebrás, marcada para dia 29. Havia temor no mercado de que a crise internacional ofuscaria o interesse do capital estrangeiro pela compra de Telebrás. Tanto a Flumitrens quanto a Elektro foram arrematadas por empresas de capital estrangeiro.
A alta das Bolsas domésticas foi reforçada também pelo firme avanço da Bolsa de Nova York. Estimulada pelos bons resultados dos balanços das empresas no segundo trimestre do ano, a Bolsa nova-iorquina bateu o segundo recorde seguido de alta na semana, ao fechar com valorização de 1,01%.


