Leilão vende 50 milhões de litros de álcool
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sexta-feira, 22 de setembro de 2000
Gecy Belmonte Agência Estado 
O governo vendeu ontem por R$ 27,838 milhões todo o lote de 50 milhões de litros de álcool dos estoques oficiais, colocado em leilão. Desse total 40 milhões (32 milhões de hidratado e oito milhões de anidro) foram vendidos para o Centro-Sul e 10 milhões de litros para o Nordeste. O preço do produto foi formado pelo custo de transporte, de estocagem e de administração do leilão. O preço médio do leilão chegou a R$ 0,568/litro.
Até o final do ano o governo vai manter os leilões de álcool para garantir o abastecimento do produto no mercado interno e manter o equilíbrio dos preços ao consumidor. Segundo o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Márcio Fortes de Almeida, a partir de hoje serão realizados leilões quinzenais de 50 milhões de litros cada um, sendo que desse total cerca de 10% serão de álcool anidro (que mistura à gasolina). Caso o setor privado, que hoje possui um estoque em torno de um bilhão de litros, se comprometa a participar dos leilões, a oferta de álcool poderá ser feita de forma alternada.
Enquanto realiza os leilões, o governo prepara um elenco de medidas alternativas para assegurar o abastecimento do produto. A primeira delas é a redução da alíquota do imposto de importação do etanol, que é de 25%, e do metanol, que é de 15%, a zero.
Esta redução, que deverá vir com um decreto assinado pelo presidente FHC ainda neste mês, será mantida até 31 de dezembro deste ano. O metanol será importado para ser adicionado a mistura MEG (60% de etanol, 33% de metanol e 7% de gasolina), que poderá ser usada no lugar do álcool hidratado.
Fortes disse que o governo também prepara mais duas medidas: manter a alíquota do imposto de importação do metanol e do etanol reduzidas a zero a partir de primeiro de janeiro de 2001 e autorizar a importação de álcool anidro via draw-back para as empresas que já exportaram o produto.
O secretário acrescentou ainda que o governo está estudando a recomposição de seus próprios estoques de álcool, que hoje estão reduzidos a 700 milhões de litros. Assim, a Petrobras poderá se beneficiar das próprias medidas que forem adotadas para facilitar a importação de álcool.


