O resultado da venda do Banestado, em leilão realizado ontem, está sendo contestado judicialmente. O advogado Romeu Bacelar entrou com um agravo no Tribunal de Justiça, em Curitiba, que deve ser julgado até amanhã. O agravo foi ajuizado com base na ação popular impetrada pelos senadores Álvaro Dias, Osmar Dias (PSDB) e Roberto Requião (PMDB).
Os senadores não aceitam a forma como as ações contra a privatização do banco foram julgadas no Paraná. ‘‘Não é possível que um juíz que decide pela suspensão da privatização, pela manhã, mude radicalmente de idéia, oito horas depois. É claro que tem algo de errado nisso’’, afirmou o senador Osmar Dias.
Osmar Dias admitiu não ter esperanças no julgamento desse agravo. Por isso, vai tratar do assunto na subcomissão da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, onde ele é presidente. A partir da próxima semana, Osmar Dias vai pedir ao Banco Central os nomes de todas as pessoas físicas e jurídicas envolvidas com a privatização do Banestado, inclusive dos bancos advisers que avaliaram o patrimônio do banco. Também vai pedir informações sobre os critérios utilizados na avaliação da instituição e ainda exigir providências para que o Estado recupere o dinheiro desviado da Banestado Leasing.
Para o senador ‘‘se uma diretora do Banco Central (Teresa Grossi) chegou ao ponto de dizer que tinha uma quadrilha agindo dentro da Banestado Leasing’’, o caso não pode simplesmente ser esquecido. A Associação dos Funcionários do Banestado pretende recorrer das ações ajuizados até agora no Supremo Tribunal Federal. (Vânia Casado)