Leilão será no Rio para evitar manifestações
O temor de manifestações contrárias à privatização da Copel levou o governo do Paraná a escolher o Rio como local do leilão de venda da estatal. O governo quer evitar a repetição de incidentes como o do mês passado, quando manifestantes invadiram a Assembléia Legislativa durante votação de projeto que tentava impedir a privatização da Copel.
''Estamos receosos de que haja outra manifestação como aquela'', afirmou o secretário-chefe da Casa Civil do Paraná, Alceni Guerra, ao justificar a escolha do Rio como local do leilão. O governo avaliou que poderia haver um tumulto ''ainda pior'' se o leilão fosse programado para Curitiba. Pesquisas de opinião indicam que mais de 90% dos paranaenses são contra a venda da Copel.
No protesto do mês passado, estudantes derrubaram as grades da assembléia e invadiram o plenário durante a sessão, que teve de ser suspensa. Os trabalhos só foram reiniciados na semana seguinte, sob forte proteção policial com um voto de vantagem, o governo saiu vitorioso na sessão e derrubou o projeto. (AF)





