Arquivo FolhaTendênciaPio Borges, do BNDES: disputa viva-voz entre os dois maiores lancesA venda das 12 empresas resultantes da cisão da Telebrás poderá ser feita por meio de envelope fechado, seguida de uma disputa viva-voz entre os compradores que oferecerem os dois maiores preços, informou ontem o diretor de Privatização do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Pio Borges.
Depois de abertos os envelopes, se houver uma pequena diferença (chamada de repique) entre os dois maiores preços, será feito um leilão em sistema viva-voz entre os concorrentes. ‘‘Essa é a tendência. A Gerasul (estatal de energia elétrica do Rio Grande do Sul) e o sistema de energia isolado de Manaus serão vendidos assim’’, disse Borges.
O diretor do BNDES afirmou que é possível privatizar as 12 empresas adotando essa forma de venda. ‘‘Não há problema, o leilão pode levar o dia inteiro.’’ A privatização do sistema Telebrás deve ocorrer em julho, na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro.
Com a venda do controle acionário do sistema, o governo federal espera arrecadar US$ 21 bilhões. Estes recursos correspondem a 21% do capital total da Telebrás e 51% das ações ordinárias (com direito a voto) que estão nas mãos do governo.
O governo estuda alterar os limites de participação do capital estrangeiro na privatização da banda A da telefonia celular. A lei que regulamenta o serviço de telefonia celular determina que pelo menos 51% do capital das empresas do setor deve pertencer a sócios brasileiros.
Mas a Lei Geral das Telecomunicações afirma que a participação do capital estrangeiro será definido por meio de decreto presidencial. ‘‘Na prática, a decisão final é política’’, avaliou o presidente da Anatel, Renato Guerreiro. Ele disse que a definição será conhecida até a próxima semana.

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