Pela primeira vez, a Exposição Agropecuária de Londrina, que está na sua 41ª edição, pode ter leilão de gado elite paralelo aos leilões de sua programação. Até agora estão programados 7,7 mil animais. A polêmica até gerou boatos de que a Sociedade Rural de Londrina teria entrado com ação civil contra a Fazenda Cachoeira, que estaria organizando leilão paralelo, programado para acontecer no dia 7 de abril, um dia antes do encerramento da feira. O leilão levaria a pista 27 cabeças de gado Nelore, da Fazenda Cachoeira, próxima a Sertanópolis.
Mas o diretor de atividades agrícolas da Sociedade Rural, Pedro Branco, desmentiu a possibilidade de alguma mediada judicial por parte da Rural. ‘‘Nós não temos autonomia para isso e ontem (anteontem) até tivemos uma reunião com o Gustavo Garcia Cid e oferecemos nossas instalações para a realização do leilão que ele está organizando’’, afirmou.
Segundo Branco, o problema do leilão ocorrer simultaneamente à exposição, refere-se à trangressão de um anexo do decreto 3.556/94, do regimento interno da Comissão Estadual de Exposições, Feiras e Festas Agropecuárias (Comexpa), que determina que ‘‘leilões de raça pura’’ só podem acontecer a um raio de 200 km de feiras agropecuárias nacionais e internacionais. No caso, a Fazenda Cachoeira fica a aproximadamente 65 km do Parque Ney Braga, onde acontece a expo.
O secretário-executivo da Comexpa, Rosalino Zat, informou que na segunda-feira recebeu um fax pedindo autorização para realização do leilão paralelo, e que ontem encaminhou o pedido ao departamento jurídico da Secretaria de Agricultura. ‘‘Acredito que na segunda-feira já teremos uma definição, mas acho que seria de bom tom realizar o evento em outra data, já que um dos objetivos do trabalho da Comexpa é de organizar o calendário anual de forma que não haja choques de datas e divergências por concorrência nos leilões’’, ressaltou Zat.
A Folha entrou em contato com Gustavo Garcia Cid que preferiu não comentar o assunto.

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