Leilão para a venda do Del Paraná é adiado pela 5ª vez
Luciana Pombo e
Leandro Donatti
De Curitiba
O leilão para a venda do Banco Del Paraná, o braço do Banestado no Paraguai, marcado para hoje às 10 horas, na Bolsa de Valores do Paraná, em Curitiba, foi adiado para o dia 2 de setembro. A direção do Banestado divulgou nota oficial ontem informando que a alteração do cronograma tem caráter estratégico. Deve-se a solicitação de maiores informações por parte de interessados que surgiram nos últimos dias, diz a nota.
Esta foi a quinta alteração feita no edital de licitação do banco. Com isso, será aberto um novo prazo para que as empresas interessadas em comprar o Del Paraná apresentem os documentos e sejam qualificadas para a disputa do leilão. No prazo definido anteriormente pelo banco, apenas o Itaú tinha mostrado o interesse em comprar as ações ordinárias e preferenciais que serão colocadas à venda.
O leilão do Banco Del Paraná será a oportunidade para o Banestado - que detém 75,49% do controle acionário da instituição - se desfazer das 2.046.428 ações preferenciais nominativas (sem direito a voto) e as 432.998 ações ordinárias nominativas (com direito a voto) que ainda detém. O valor mínimo dos papéis foi fixado em R$ 21.035.155,99. Pouco menos do que o patrimônio líquido do banco.
Com a nova alteração do edital, o início da divulgação dos dados de demonstração do Del Paraná em data room via Internet também modificou. Passou do dia 12 de julho para 02 de agosto próximo. No dia 13 de agosto, os dados deixarão de estar à disposição dos interessados na rede mundial de computadores. O prazo final para a solicitação de autorização do Banco Central para elaborar o leilão termina no dia 13 próximo. Já a pré-qualificação das empresas para a entrega de documentos poderá ser feita até o dia 16/08 e a divulgação dos pré-qualificados será no dia 20. O depósito de garantias junto a Câmara de Liquidação e Custódia (CLC) poderá ser feito até o dia primeiro de setembro, um dia antes do leilão.
O Banestado observou na nota oficial que braço paraguaio vem tendo bom desempenho, superando as dificuldades do início do ano, quando a brusca variação do câmbio no Brasil provocou a paralisação das atividades de câmbio também no Paraguai. O Del Paraná se tornou um banco lucrativo nos últimos três anos, sendo que somente no ano passado foi registrado um resultado positivo de US$ 3,5 milhões. A rentabilidade do lucro sobre o patrimônio líquido foi de 20% no ano passado, conforme balanço publicado pelo banco paraguaio.
Numa das alterações do edital, o Banestado assumiu o compromisso de criar um fundo para para ressarcir o futuro comprador do Del Paraná por prejuízos que possa vir a ter com a carteira de inadimplentes do banco paraguaio. O fundo será formado com títulos federais emitidos pelo Banco Central ou pela Secretaria do Tesouro Nacional. A liberação do dinheiro do fundo para o comprador do Del Paraná se dará mediante a comprovação da necessidade do ressarcimento. O saldo que sobrar em caixa retornará ao Banestado após um prazo de cinco anos.





