ArquivoEm altaStefanello: mercado já reagiu A Bolsa de Cereais e Mercadorias de Londrina (BCML) vai centralizar o Leilão de Contratos de Opções de Vendas de Milho. Será dia 11, às 9 horas, no Parque de Exposições Ney Braga, recinto Milton Alcover. É o primeiro leilão dessa modalidade no Paraná. Estarão presentes o ministro da Agricultura, Arlindo Porto; o presidente da Conab, Francisco Turra, e superintendente da Conab no Paraná, Eugênio Stefanello.
Tanto o presidente da BCML, Antonio Abrão, como o representante da Conab, Eugênio Stefanello, previram ontem que o leilão terá muito interesse por parte dos produtores porque ele representa a garantia de preços iguais ou acima do preço mínimo atual. Abrão disse que os contratos de opções já estão cumprindo seu papel, conferindo sustentação de preços ao milho, mesmo numa época de muita oferta. O produtor que adquire o título fica respaldado e deve esperar por melhores preços.
O presidente da Bolsa de Cereais e Mercadorias (BCML), Antonio Abrão, lançou convite ontem para os empresários rurais do Paraná: leilão é chance de vender bem e sustentar os preços.
‘‘Não tenho dúvida que nesse leilão de Londrina, dia 11, mais da metade dos contratos vão ser vendidos. Os produtores vão comprar o direito de vender o produto ao governo (ou ao mercado), ao preço mínimo, ou mais’’, garantiu Stefanello. Ele voltou a sugerir aos produtores que não vendam o milho a preços inferiores ao preço mínimo (R$ 6,70/saca). Quem souber utilizar as medidas governamentais de apoio à comercialização vai conseguir preços bem melhores, segundo o superintendente da Conab.
VantagemAbrão: convite aos produtores
Stefanello lembrou que o preço reagiu a partir do lançamento das ações do governo. Passou de R$ 5,00 em fevereiro, início da colheita, para R$ 6,30, depois R$ 6,40 e, agora em abril, já encosta no preço de garantia de R$ 6,70. Porque não dá para esquecer - observa - que o preço mínimo é para o produto limpo, seco. Se o agricultor tiver de secar e transportar, o custo acaba ficando maior do que o diferencial de R$ 40,00 que separa o preço mínimo do preço de mercado.
Essa alavancagem de mercado deve ser atribuída às ações do governo, segundo Stefanello. Os técnicos do governo explicam que o produtor que entra no leilão para compra de opções, vai pagar uma taxa máxima de 1% do valor do contrato para adquirir o direito de vender o produto ao preço fixo formando do mínimo, mais juros, despesas de armazenagem, ou R$ 7,40/saca em setembro.
O primeiro leilão de opção foi feito dia 25 de março, só com produtos do Mato Grosso, Minas Gerais e Goiás. Naquela região a comercialização apresentava problemas mais graves por causa da pouca demanda. No Paraná os produtores tiveram o apoio de duas operações de compra (AGF). Em fevereiro a Conab comprou 76 mil toneladas; em março mais 180 mil toneladas e para abril foram alocados recursos para comprar mais 200 mil toneladas.
Essas compras diretadas dos produtores ocorreram através de AGF. Mas o mercado teve outro fator de ‘‘enxugamento’’: foi a possibilidade de saldar 50% da primeira parcela da securitização (que venceria em outubro) através do milho. Se isto não significa a entrada de dinheiro no bolso do produtor, pelo menos significa a venda de milho ao preço mínimo, bem acima dos valores praticados pelo marcado. É menos milho em oferta no mercado, equilibrando oferta e procura.
Eugênio Stefanello lembra que a Conab está completando 6 anos de atividade e vai comemorar o aniversário em Londrina, durante o leilão da BCML, com a presença do seu presidente Francisco Turra.

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