Agência Estado
De São Paulo
O consumidor não tem o hábito de ir a leilão para comprar carro ou imóvel. Mas a opção deve começar a ser considerada. É que seguradoras e bancos como Unibanco, Bradesco, BCN, Bamerindus em liquidação extrajudicial, Citibank e Banco do Brasil têm muitos imóveis e veículos tomados de clientes inadimplentes ou por motivo de acidente que estão sendo vendidos por meio de leilões a preços mais baixos que os de mercado.
No caso de veículo, segundo leiloeiros em São Paulo, o deságio em relação ao preço de mercado pode variar de 15% a 35%; e, no caso de imóvel, de 20% a 50%, dependendo do local, idade e se está ou não ocupado.
Ronaldo Milan, leiloeiro da Milan Leilões, calcula que são realizados em São Paulo, em média, 10 leilões de veículos por dia, que concentram cerca de 5 mil pessoas. No caso de imóveis, ele diz, há de três a quatro eventos por mês. A Milan Leilões tem estoque de cerca de 4.800 veículos recuperados por bancos que aguardam a liberação da Justiça à venda. A empresa, diz ele, vende em leilão por mês cerca de 1.200 carros e 80 imóveis. ‘‘O deságio no preço de carro varia de 15% a 20% em relação à tabela de preços de veículos usados publicada pelo Jornal do Carro.’’
Já nos eventos para venda de veículos realizados pela Sodré Santoro Leilões, o deságio varia de 15% a 35% em relação ao preço de mercado, dependendo do ano, modelo, cor, documentação e estado de conservação do carro, diz o leiloeiro Luiz Fernando de Abreu Sodré Santoro.
A compra de carro em leilão exige cuidado. O veículo deve ser bem examinado antes do evento, porque é arrematado na condição em que se encontra. Além disso, o comprador deve saber que está adquirindo um bem usado, sem garantia, que terá de ser pago à vista, na maioria dos casos, e deverá ser retirado por ele mesmo do local do leilão.
A Caixa Econômica Federal também vende imóvel tomado de clientes a pessoas físicas e jurídicas, mas por meio de concorrência pública aberta.O banco financia 100% do preço desses imóveis, se for o caso. No caso de imóvel arrematado em leilão, o pagamento parcelado é permitido só acima de determinado valor e em prazos que variam de 12 a 24 meses, com juro de 12% ao ano e correção pelo IGPM. O interessado em adquirir imóvel por meio de concorrência pública da Caixa deve dirigir-se a qualquer agência para conhecer os imóveis em oferta.

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