Leilão dos imóveis do Bamerindus está marcado para amanhã
Carmem Murara
A casa de leilões Kurte Schneider marcou para amanhã a partir das 14 horas, no hotel Mabu, em Curitiba, o primeiro leilão dos imóveis do Banco Bamerindus, em liquidação extrajudicial. Salvo decisão judicial de última hora, serão leiloadas 55 agências bancárias, sendo que 18 estão desocupadas e 37 estão locadas para o Banco HSBC - instituição que comprou o Bamerindus em março de 1997, após intervenção do Banco Central. Os acionistas minoritários do Bamerindus aguardam para hoje uma decisão da Justiça que impeça a venda.
O pedido de cancelamento do leilão tramita no Tribunal Regional Federal de São Paulo. Há ainda um segundo pedido de liminar que foi ajuizado no início da semana na 14ª Vara da Justiça Federal, onde há um ano houve uma decisão favorável aos acionistas. Na época, a 14ª Vara entendeu que o leilão teria de ser cancelado por não atender aos requisitos básicos. Faltava uma avaliação atualizada dos imóveis. A liminar foi cassada no final de março deste ano pela juíza Terezinha Caserta do TRF.
Os advogados da Associação dos Investidores Minoritários do Grupo Bamerindus alegam que os imóveis vão a leilão a preço vil. A avaliação dos imóveis foi feita pelo HSBC, em 97, e por isso estão com valor defasado, afirmou um dos advogados, Sandro Pereira dos Santos. Ele argumenta ainda que há uma cláusula irregular que garante ao HSBC a preferência no arremate, o que afastará outros interessados.
O BC fará a fiscalização do processo de venda. Segundo o assistente do liquidante do banco Valdir Frasão, há cerca de 200 agências bancárias, terrenos, casas e apartamentos que serão leiloados em todo País. O leilão tem o objetivo de transformar os ativos em dinheiro para pagar os credores. Devem ser arrecadados R$ 2 milhões no primeiro leilão e o segundo está marcado para a segunda quinzena deste mês, em São Paulo.





