O último leilão de imóveis realizado pelo Banco do Brasil este ano foi bastante disputado. O leilão foi feito, ontem, em Curitiba, com ofertas de todas as regiões do Estado. Foram vendidas 45% das ofertas, superior à média dos demais leilões no ano, cuja média de vendas era de 30% em relação às ofertas. Foram ofertados imóveis comerciais, apartamentos, residências, barracões e terrenos urbanos e rurais.
Só este ano, o Banco do Brasil faturou R$ 10,7 milhões com a realização de leilões de imóveis, dados em garantias de dívidas ou que já estavam em poder do banco sem uso. Nos 10 leilões que o BB realizou foram vendidos 180 imóveis de um total de 602 ofertas.
O leilão de ontem vendeu 20 imóveis dos 44 ofertados. O faturamento total atingiu R$ 1.165.000,00. O imóvel mais disputado foi uma chácara em Paranavaí, ofertada pelo valor mínimo de R$ 15.300,00. O imóvel tem 5.200 metros quadrados de área total e 55,89 metros quadrados de área construída. Depois de vários lances, ele foi arrematado por R$ 49.500,00.
O segundo imóvel mais disputado foi uma área rural de 196 hectares no município de Ibiporã (Região Norte), ofertado pelo valor mínimo de R$ 450 mil. Foi disputado por três grupos empresariais e no final foi vendido por R$ 531 mil. O Banco do Brasil apostava na disputa de uma unidade de beneficiamento de sementes, em Londrina, com área construída de 3.559 metros quadrados e num terreno de 100 mil metros quadrados. O preço mínimo do imóvel foi de R$ 1,417 milhão mas não houve interessados.
O aumento da disputa por alguns imóveis no leilão de ontem deve-se à introdução de duas novas modalidades de pagamento, sem entrada. O pagamento parcelado em 12 ou 48 vezes, sem entrada atraiu o interesse dos investidores. Além dessas duas modalidades os imóveis podiam ser adquiridos com entradas que variavam de 5% a 20% e o restante parcelado em até 120 vezes.

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