Leilão de prédio giratório não teve oferta
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terça-feira, 30 de março de 2010
Marcela Rocha Mendes<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Não apareceram compradores interessados em adquirir, por R$ 23,76 milhões, o Edifício Suíte Vollard - conhecido como o prédio giratório - do bairro Mossunguê, na Capital. Os onze apartamentos e o terreno do imóvel foram a leilão na 6 Vara Cível, ontem, pelo preço mínimo da avaliação, no entanto não recebeu nenhuma oferta. A chamada ''segunda praça'', ou segunda rodada do leilão, acontece no dia 12 de abril, quando o empreendimento poderá ser adquirido por qualquer preço, desde que não seja muito baixo.
Inaugurado em 2004, o edifício - considerado inovador por ser o primeiro com apartamentos que giravam independentemente - não conseguiu compradores na época. Foi penhorado em razão de uma dívida judicial da construtora Moro S/A com moradores do edifício Ravel, também em Curitiba. Segundo o advogado da construtora, Rafael Felcar, a ação iniciada, em 2001, pelos proprietários dizia respeito a um pedido de manutenção simples no prédio. ''A Anvisa determinou o pagamento em 24 horas. Como o processo existe desde 2004, hoje mais de 80% do valor da dívida é multa''. O advogado acredita que a empresa foi ''mal orientada'' em não ter pagado imediatamente o débito.
Ele acredita que o Tribunal de Justiça deverá anular a cobrança das multas, embora a ação dos moradores já tenha sido sentenciada em última instância. Ele chegou a entrar com mandado de segurança na tentativa de impedir o leilão, mas o pedido não foi analisado a tempo. O valor da ação estaria em de R$ 2,6 milhões.
De acordo com Felcar, foi o próprio credor que ''escolheu'' o prédio giratório para penhor. Conforme o edital de leilão, cada um dos onze apartamentos de 164 metros quadrados de área privativa estaria avaliado em R$ 2,16 milhões. Inicialmente previsto como um empreendimento residencial, representantes da construtora chegaram a comentar com a reportagem da FOLHA sobre o interesse de transformar o edifício em imóvel comercial.


