O leilão de Prêmio de Escoamento de Produção (PEP) realizado ontem comercializou 38,7 mil toneladas (31,4%) das 123,5 mil toneladas ofertadas. O valor do prêmio totalizou R$ 1,2 milhões. No Paraná, o volume comercializado foi de 21,4 mil toneladas e os prêmios somaram R$ 587 mil.
Segundo o diretor de Abastecimento do Ministério da Agricultura, Vilmondes Olegário da Silva, com o volume comercializado ontem, o leilão de PEP vendeu até agora 31,4% da produção nacional de trigo, que foi, na última safra, de 3,3 milhões de toneladas. Desde que foi implementado, em novembro do ano passado, o PEP movimentou o mercado com a venda de pouco mais de um milhão de toneladas. O governo gastou R$ 32,9 milhões em prêmios com o PEP.
O balanço feito pelo Ministério da Agricultura e do Abastecimento mostra que o maior volume de subsídio foi destinado ao Rio Grande do Sul. O leilão de PEP vendeu naquele Estado 491,8 mil toneladas de trigo e distribuiu R$ 21,4 milhões. Vilmondes Silva explica que isso aconteceu porque o Rio Grande do Sul vendeu muito para Estados distantes. ‘‘A maioria das vendas foi feita para Estados do Nordeste. Como a distância influencia diretamente no valor do PEP, o RS recebeu mais incentivo que o Paraná, por exemplo, que vendeu mais, mas para Estados próximos, como São Paulo’’, diz Silva.
O Paraná comercializou nesse período, através do leilão, 515,4 mil toneladas de trigo. Os prêmios ficaram em torno de R$ 10,5 milhões. Santa Catarina vendeu 33,5 mil toneladas e teve incentivo de R$ 928 mil.
‘‘O leilão do PEP de trigo já cumpriu grande parte de seu objetivo’’, afirma Silva. Ele explica que volume do produto oferecido e o valor do prêmio vai diminuir, e o leilão será encerrado em abril. Nas próximas semanas, o governo federal vai centrar fogo na venda dos estoques do trigo que estão em equivalência-produto. Esse trigo será vendido por leilão eletrônico do Banco do Brasil.

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