Leilão de jóias da Caixa será bimestral
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segunda-feira, 23 de abril de 2007
Erika Zanon<br>Reportagem Local 
A Caixa Econômica Federal, em Londrina, pretende realizar o leilão de jóias bimestralmente. O objetivo é não acumular lotes, voltar a disponibilizar essas jóias para o mercado, desestimulando a inadimplência, e oferecer mais segurança para as agências onde ficam guardados os objetos. A última venda das garantias de contratos de penhor não resgatados pelos clientes do banco foi realizada na semana passada, depois de quase dois anos sem nenhum leilão do gênero.
Dos 2.934 lotes de jóias ofertados, a Caixa comercializou 779, totalizando um montante de R$ 480 mil. O menor lote disponível estava avaliado em R$ 72,00 - composto de duas alianças de ouro. Já o maior, era composto de um anel de platina com um diamante de aproximadamente 3 quilates, com o valor de R$ 55 mil.
Para o superintendente regional do banco, Roberto Bachmann, a comercialização superou as expectativas. ''Foi um número excelente'', disse ele. Dos lotes ofertados, 681 (no total de R$ 890 mil) foram afastados do leilão, pois seus respectivos proprietários conseguiram regularizar sua situação junto ao banco. Os outros 1.420 lotes ficaram sem lance. Todos os lotes tinham contratos vencidos com mais de trinta dias de atraso. Conforme o banco, nos leilões os lotes são vendidos pelo maior valor, considerando o valor da dívida e o valor da avaliação.
Conforme Bachmann, o Penhor é uma modalidade tradicional do banco. Atualmente opera com taxas de 2% ao mês, para empréstimos de até R$ 1 mil, e de 2,92% ao mês, para empréstimos acima desse valor. Os prazos de contratação da operação variam entre 1 e 120 dias. O limite mínimo de empréstimo é de R$ 50,00 e o máximo de R$ 50 mil. O empréstimo corresponde a 80% do valor de avaliação do bem.
O superintendente da Caixa lembrou que os contratos podem ser renovados a cada vencimento. Segundo Bachmann, uma jóia vai a leilão quando passados 30 dias de encerrado o prazo de contratação e o proprietário não for resgatar o bem ou renovar o contrato. ''Nesses casos, ele (o contratante) é considerado inadimplente e a jóia está em condições de ir para leilão'', explicou.
Para 2007, a Caixa tem disponível recursos da ordem de R$ 6,5 bilhões para aplicação em Penhor. O montante pode representar um crescimento no saldo de até 22% em relação ao ano anterior. A expectativa da instituição é de realizar no País cerca de 10 milhões de contratos, aproximadamente 20% a mais que em 2006.
Para participar do leilão, os interessados podem se cadastrar em qualquer agência da Caixa mediante a apresentação de documento de identidade, CPF regular junto à Receita Federal e comprovante de endereço. Os lances poderão ser efetuados nos equipamentos disponíveis nas salas de Auto-Atendimento de todas as agências da Caixa, no dia 17, até às 18 horas. Para participar ou se informar sobre os leilões do banco, o interessando pode acessar o site www.caixa.gov.br ou se dirigir a qualquer agência da Caixa.


