O leilão de Cédula de Produto Rural (CPR) de café promovido pelo Banco do Brasil colocou pela primeira vez no mercado o café com a classificação Padrão Paraná. Até então, o Banco do Brasil, que operacionaliza a CPR, exigia produto com padrão de qualidade da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F).
Os lotes negociados pertenciam à Associação dos Cafeicultores de Grandes Rios. Segundo o engenheiro agrônomo da Emater de Grandes Rios, Nelson Menoli Sobrinho, os lotes foram bastante disputados, e atingiu a cotação de R$ 167,00 para o café bebida dura, tipo 6. O pagamento é à vista, e a entrega para setembro de 99. Foram negociados nove lotes, com uma média de 120 sacas cada.
‘‘O leilão abriu o mercado para o produto de qualidade do Estado, tanto que na quinta e na sexta-feira saíram novos negócios com o Padrão Paranᒒ, comentou. O agrônomo disse que o comprador foi uma empresa exportadora de Minas Gerais. ‘‘Isso quebra o mito de que só os cafés de Minas e São Paulo têm qualidade’’, comentou.
A Associação dos Produtores de Grandes Rios reúne 89 produtores que vendem a produção em conjunto. Segundo Menoli, os produtores beneficiam o café na propriedade. O produto considerado escolha é vendido pelo próprio cafeicultor, o que praticamente cobre os custos de beneficiamento. O restante é classificado e depois juntado a outro lote da mesma qualidade. Com isso, explica Menoli, os produtores conseguem formar lotes maiores. ‘‘Isso aumenta a possibilidade de fechar negócios com grandes compradores, e preços até 15% superiores’’, afirmou.

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