Leilão de contratos de opção vende 67% da oferta
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terça-feira, 25 de março de 1997
Sucursal de Curitiba 
O primeiro leilão de contrato de opção de milho realizado ontem, com os produtores de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, não foi suficiente para comercializar os contratos disponíveis. Foram ofertadas cem mil toneladas distribuídas em 3.704 contratos, de 27 toneladas cada um, e vendidas 67.700 toneladas nas bolsas de mercadorias e cereais de Santa Catarina, Brasília, Maringá, Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e na Bolsa de Mercadorias & Futuros.
Os contratos de opção para o milho constituem uma nova modalidade de comercialização, criados pelo Ministério da Agricultura, para evitar as sucessivas quedas na cotação do grão, durante o período de comercialização. Neste primeiro leilão, o governo deverá desembolsar o equivalente a R$ 8 milhões.O próximo deve acontecer em abril. Conforme o fechamento de contratos, os produtores de Goiás e Mato Grosso do Sul vão receber R$ 7,15 a saca e no Mato Grosso, R$ 6,55 a saca, para entrega da mercadoria em 30 de abril. Esses valores são superiores aos preços mínimos regionais, que são R$ 6,70 e R$ 6,30, respectivamente.
Na avaliação da Conab, o leilão não atingiu as expectativas por se tratar novidade que o produtor ainda não conhece, afirmou o superintendente do órgão, Eugênio Stefanello. Ele explica que os contratos de opção dão ao produtor o direito, mas não a obrigação, de vender sua produção ao governo na data fixada.
Mas como a entrega do produto vai ocorrer em período de entressafra, quando tradicionalmente as cotações se elevam, o produtor não é obrigado entregara mercadoria contratada, podendo recorrer à comercialização de mercado. O leilão representa um seguro do preço mínimo, acrescido das despesas de armazenagem até a data fixada.(V.C.)


