Josoé de CarvalhoPregãoApenas três lotes tiveram grande disputa no leilão de café do MICTA comercialização de café no leilão realizado ontem pelo MICT ficou abaixo da expectativa do mercado. Das 200.090 sacas ofertadas, foram vendidas 128.005 sacas (63,97%). O valor negociado foi de R$ 18,5 milhões. ‘‘O mercado trabalhava com a expectativa de que quase todo o volume ofertado fosse comercializado’’, disse o superintendente da Bolsa de Cereais e Mercadorias de Londrina, Benedito Sobrinho dos Santos. A procura ficou abaixo do esperado por causa da qualidade do café ofertado, que tem difícil colocação no mercado externo. Ele observou que a grande procura no mercado físico é formada principalmente por exportadores. ‘‘E no leilão a maioria dos compradores foi de torrefadores, com os exportadores praticamente fora’’, afirmou.
Apenas três lotes ofertados ontem tiveram grande disputa, com preço de fechamento bem acima da abertura. O maior interesse foi pelo lote 7, que estava depositado em Campos Altos (MG) e era formado por 13.192 sacas de café tipo 5/6 bebida Dura, safra 86/87, o interesse inicial foi por 47.752 saca. Com isso, o preço passou dos R$ 148,00/saca para R$ 178,60.
Os outros dois lotes mais concorridos estavam depositados em Londrina. O lote 17, formado por 1.150 sacas de produto de bebida Dura, tinha preço de abertura de R$ 146,00 e foi arrematado por R$ 171,65/saca.
Os maiores vendedores foram a Bolsa de Brasília, com 31 mil sacas, seguida pela Bolsa de Cereais de São Paulo, que negociou 23 mil sacas e em terceiro ficou a Bolsa de Cereais e Mercadorias de Londrina, com 21.680 saca comercializadas.

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