O primeiro leilão do programa de oferta de café exclusiva para indústrias de solúvel, realizado ontem pelo MICT, teve pequeno interesse por parte dos compradores. Na avaliação do presidente da Bolsa de Cerais e Mercadorias de Londrina (BCML), Antônio Abrão, os preços estabelecidos pelo governo foram considerados altos, e acabou afastando os compradores. O Ministério da Indústria, Comércio e do Turismo (MICT) ofertou 70 mil sacas. Do total ofertado, foram arrematadas 34,9 mil sacas (49,86%). O valor negociado no leilão eletrônico foi de R$ 4,85 milhões.
‘‘A qualidade do produto não equivale ao preço pedido pelo governo. Talvez se os preços fossem R$ 10,00 menores a receptividade dos compradores teria sido bem melhor’’, comenta Abrão. Os lotes de café ofertados no leilão eram de safras que variavam entre 81/82 e 88/87. O pregão não teve nenhum lote disputado, e os preços de abertura, que ficaram entre R$ 137,00 e R$ 142,00/saca, não foram alterados.
Outro fator que contribuiu para o fraco desempenho do leilão, segundo Abrão, foram as quedas do café nas bolsas nos últimos dias. Ontem, o café fechou com baixa de 290 pontos na Bolsa de Nova York.
Do total ofertado, 43.883 sacas estavam depositadas no Paraná, divididas em seis lotes, com preços de abertura que variam entre R$ 137,00 e R$ 142,00. As 26.117 sacas restantes estavam em Minas Gerais, em três lotes, com preço de abertura de R$ 142,00/saca. Apenas duas bolsas participaram do leilão de ontem. A BCML comprou 5.250 sacas, e a Bolsa de Mercadorias & Futuros de São Paulo negociou 29.650

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