A escassez de ofertas e as boas condições de pagamento fizeram com que o leilão de café dos estoques oficiais realizado ontem pelo Ministério da Indústria e Comércio (MICT) fosse bastante concorrido.
Das 74.380 sacas ofertas para torrefadores e indústria de solúvel, foram comercializadas 73.370 sacas, o que representa 99,42% do volume ofertado. Já o aviso destinado apenas para a indústria de solúvel comercializou todas as 82.610 sacas ofertadas. Os negócios realizados no leilão totalizaram R$ 33,04 milhões.
Segundo superintendente da Bolsa de Cerais e Mercadorias de Londrina, Benedito dos Santos Sobrinho, a disputa no primeiro aviso fez com que os preços de fechamento ficassem bem acima do preço de abertura.
O maior preço de fechamento ficou para um lote que estava depositado em Minas Gerais, onde a saca tinha preço de abertura de R$ 151,00 e acabou fechando com R$ 170,80/saca. O café deste lote era da safra 81/82.
Já o preço de abertura do produto ofertado para a indústria de solúvel não sofreu alteração. A saca deste produto ficou fixada em R$ 81,00 e R$ 84,00, conforme o lote.
O café ofertado ontem estava depositado nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Paraná. O compradores terão 60 dias de prazo para o pagamento, sendo que 20% do total em 10 dias, 40% com 30 dias e o restante em 60 dias.

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