O leilão eletrônico de café, realizado ontem pelo Banco do Brasil, negociou 11 lotes de café arábica disputados por 16 bolsas do País. Foram ofertadas 149 mil sacas de café e vendidas 138 mil toneladas no valor total de R$ 19 milhões. As vendas alcançaram 92% da oferta. Os maiores lances foram dados pela Bolsa de Mercadorias e Futuros de São Paulo (BMF), que comprou 27 mil sacas e a Bolsa de Cereais de São Paulo, que comprou 29 mil sacas.
Os lotes negociados estavam em estoque há dez anos, da safra 87/88. O preço de abertura foi de R$ 134,00 a saca e no decorrer do pregão alguns lotes chegaram a ser negociados por R$ 142,00, uma variação de 6%, considerada satisfatória segundo assessores do BB. Mas na média a variação ficou entre R$ 134,00 e R$ 139,00 a saca. Além das duas bolsas paulistas, as bolsas de Brasília, Minas Gerais e Londrina foram as que mais disputaram os estoques do governo. O leilão foi promovido pelo Ministério da Indústria, Comércio e Turismo e tinha o objetivo de promover um remanejamento dos estoques.
No Paraná os lotes negociados estão armazenados em Rolândia, Cianorte, Loanda e Nova Fátima. Segundo o Banco do Brasil, o governo vem recorrendo cada vez mais aos pregões eletrônicos para vender seus estoques. O leilão de café é realizado toda quarta-feira e vem registrando uma boa procura ao lado de outras commodities como soja e trigo. No leilão de ontem, dos 11 lotes ofertados, 5 estavam armazenados no Paraná, 4 em São Paulo e 2 em Minas Gerais.Os assessores consideraram o leilão um sucesso porque houve uma procura razoável e os preços se mantiveram em alta, apesar das quedas nas cotações internacionais. Se os lotes tivessem produto da última safra, certamente seriam negociados entre R$ 150 e R$ 155 a saca. Eles ressaltaram a participaram de todas as regiões do país que compraram café. Até a Bolsa do Ceará comprou café em bolsa para seus clientes.

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