Está confirmado para esta sexta-feira o maior leilão de ações preferenciais (classe B) da Copel. O governo do Estado, proprietário dessas ações, vai colocar à diposição no mercado 8,3 bilhões de ações preferenciais - sem direito a voto (e não 8,3 milhões de ações como a Folha havia publicado na edição de sábado). O leilão vai ser coordenado pela Banestado Corretora junto ao sistema eletrônico da Bolsa de Valores do Paraná.
Este sistema vai permitir que a venda seja feita ao mesmo tempo em todas as partes do País e em todas as bolsas de valores interligadas eletronicamente. O governo, de acordo com o secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, não acredita em ágio acima de 15% do valor de registro previsto, de R$ 149,4 milhões. A mesma previsão é feita pela Banestado Corretora. Se confirmado este volume de ágio, o leilão vai arrecadar quase R$ 175 milhões em recursos que serão canalizados para projetos do governo do Estado.
O leilão de sexta-feira vai superar a última oferta de ações deste tipo feita pelo governo do Estado. Em janeiro deste ano, foram leiloadas 8 bilhões de ações preferenciais da Copel que estavam em poder do governo do Estado. Neste leilão, o governo conseguiu arrecadar apenas R$ 97 milhões (o valor da ação não estava tão valorizado quando agora). O lote de mil ações vai custar o preço mínimo de R$ 18,00 no leilão da próxima sexta-feira. Este valor é a média de preço da ações da Copel nos últimos 20 pregões. As ações já estão cotadas atualmente no mercado em cerca de R$ 20,00 por lote.
A Folha publica quadro atualizado, mostrando a realidade acionária da companhia, uma sociedade de economia mista.

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