Leilão de 3G tem ágio menor em São Paulo
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quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
Gerusa Marques e Leonardo Goy 
Brasília - As licenças de terceira geração da telefonia celular (3G) da região metropolitana de São Paulo e do interior paulista, consideradas o filé mignon do leilão promovido pela Anatel, acabaram não sendo tão atrativas quanto a disputa do primeiro dia de licitação permitiria supor. Os ágios nestas áreas ficaram em torno de 50%, bastante expressivos, mas bem abaixo do primeiro dia de licitação, quando foram pagos valores até 273,92% superiores ao preço mínimo. Mesmo assim, a arrecadação com a venda de 27 licenças nos dois dias de leilão superou R$ 5 bilhões, até as 20 horas de hoje. O ágio médio com a venda das frequências de sete áreas, desde o primeiro dia, alcançou 89%, o que representou R$ 2,4 bilhões acima do preço mínimo. No Estado de São Paulo, a nova tecnologia, que permite o uso de internet banda larga no celular, será oferecida pela Vivo, TIM, Claro e Oi. A extrema valorização das licenças no primeiro dia não se repetiu hoje porque a Nextel. As operadoras Vivo, TIM e Claro arremataram licenças em todas as seis grandes áreas leiloadas até o início da noite de ontem, garantindo presença no Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo e nas regiões Sul, Centro-Oeste, Norte e Nordeste. A Oi, também entrou em todas estas áreas, com exceção da área 2 (Sul, Centro-Oeste e Estados de Tocantins, Rondônia e Acre), onde deu lugar à Brasil Telecom, que já opera telefonia fixa e celular nesses mercados.


