Leilão da Telebrás será em 29 de julho
Agência Folha
O leilão de privatização do Sistema Telebrás ocorrerá no próximo dia 29 de julho, na Bolsa de Valores do Rio. A nova data foi anunciada ontem pelo ministro das Comunicações, Luiz Carlos Mendonça de Barros. Até então, estava definida a data de 15 de julho para a entrega das propostas, que agora ocorrerá no mesmo dia fixado para a venda.
Segundo o ministro, a venda foi adiada para permitir que os investidores tenham 60 dias para analisar as regras do leilão e o edital de privatização da estatal. ‘‘Empresas que estão chegando agora ao processo disseram ao governo que precisam de 60 dias para analisar todas as informações. O objetivo é fazer um leilão com o maior número possível de competidores’’, disse.
As regras básicas do leilão serão publicadas na edição de hoje do Diário Oficial da União, por meio de uma portaria ministerial. O edital, que conterá o preço mínimo da estatal, será divulgado até o próximo dia 9.
O vice-presidente do BNDES, José Pio Borges, considerou ontem ‘‘não muito longe da realidade’’ um preço mínimo entre US$ 12 bilhões e US$ 16 bilhões. Borges disse também que esse valor é semelhante à arrecadação esperada do governo com a venda da estatal. Ontem, ele havia afirmado que o leilão da Telebrás deverá render cerca de US$ 13,5 bilhões aos cofres públicos.
O ministro Mendonça de Barros não confirmou as avaliações do vice-presidente do BNDES. ‘‘É uma opinião pessoal do Pio’’, disse. Ele negou que o leilão tenha sido adiado por causa das recentes turbulências no mercado financeiro internacional. ‘‘Não estamos olhando para isso.’’ As 12 holdings criadas após a cisão da Telebrás serão reagrupadas em três blocos, que serão leiloados no mesmo dia. O primeiro bloco conterá as três holdings de telefonia fixa e a Embratel.
As empresas de telefonia celular de São Paulo, Rio, Espírito Santo, Minas, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul estarão no segundo bloco. O último bloco reunirá as empresas restantes. As propostas deverão ser entregues por bloco, especificadas para cada uma das empresas que o integram. O primeiro bloco será leiloado inicialmente, e as propostas derrotadas serão destruídas.
Concluída essa venda, será feito o leilão do segundo bloco. Isso permitirá ao investidor derrotado no primeiro leilão se reposicionar para o bloco seguinte. O terceiro bloco será leiloado em seguida. Quando existirem propostas com 5% ou menos de diferença em relação ao maior valor apresentado nos envelopes, será feito um leilão de repique (ou viva-voz).

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