Leilão da Justiça realizado em Apucarana rende só R$ 30 mil
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 08 de agosto de 2001
Maurício Borges<BR>De Apucarana 
Contrariando as expectativas, o leilão da Justiça do Trabalho, realizado na terça-feira, no auditório da Sociedade Rural de Apucarana, rendeu apenas R$ 30 mil. Contudo, o resultado processual foi considerado satisfatório, através de vários acordos para pagamento à vista ou parcelamento de dívidas, referentes a direitos trabalhistas.
Segundo o leiloeiro Fernando Serrano, havia 160 lotes de bens penhorados, resultantes de ações trabalhistas. Desse total, 30 lotes nem chegaram a ir a leilão, devido a acordos para pagamento parcelado, a remição (quitação da dívida à vista), ou ainda foram suspensos devido a erros processuais, revelou.
Outros 30 lotes, segundo o leiloeiro, acabaram sendo arrematados a preços baixos. O restante dos bens penhorados em dívidas não tiveram oferta de lance. Na avaliação de Serrano, o resultado do leilão foi ruim, considerando os baixos valores dados nos lotes arrematados e ainda a falta de interessados na compra dos demais bens oferecidos.
Os bens de maior valor arrematados foram dois sítios próximos da área urbana de Apucarana, sendo um de cinco e outro de dois alqueires. Os leilões dos lotes de maior valor, que eram um curtume, avaliado em R$ 500 mil, e uma pedreira, avaliada em R$ 250 mil, não aconteceram devido a acordos firmados entre empresários e ex-empregados. Outro lote de valor alto, era toda a sede e benfeitorias do Clube de Campo Cidade Alta, que encontra-se desativado.
A Justiça do Trabalho irá realizar outro leilão, no dia 17, em Arapongas. Através do leilão, espera-se solução para muitas ações trabalhistas, pendentes há mais de dois anos.


