Leilão da Inpacel só poderá ocorrer amanhã
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terça-feira, 20 de janeiro de 1998
Agência Folha São Paulo 
O leilão da Inpacel e da BAF (Bamerindus Agro-Florestal), suspenso na última quinta-feira pela Justiça de São Paulo, só poderá ser realizado na Bolsa do Rio de Janeiro amanhã, caso o Banco Central consiga cassar a liminar que impossibilitou a venda das empresas. Hoje, por ser feriado, não haverá pregão no Rio.
Às 17h30 de ontem, o leiloeiro Alexandre Rute comunicou que o leilão continua suspenso até que seja cassada a liminar. A venda da Inpacel e da BAF, que pertenciam ao Grupo Bamerindus e são atualmente controladas pelo BC, foi suspensa pela Justiça Federal de São Paulo por meio de liminar requerida pela Associação Brasileira dos Investidores Minoritários do Bamerindus.
O recurso entregue ontem pelo advogado do BC, José Reinaldo Lopes ao TRF (Tribunal Regional Federal) de São Paulo) pode ser examinado por um dos desembargadores em até dez dias. Mas a expectativa é de que a ação que tenta derrubar a liminar contra o leilão seja analisada na terça. Se a decisão nesta instância for desfavorável ao BC, caberá recurso somente no STF (Supremo Tribunal Federal).
Os acionistas minoritários questionam o preço mínimo pedido pelas empresas, de R$ 84 milhões, argumentando que o valor patrimonial supera os R$ 700 milhões, segundo balanço de 96.


