Leilão da CPFL não será adiado
A menos que ocorra um novo terremoto no mercado financeiro, o leilão da CPFL não será adiado. Quem garante é o secretário de energia do Estado de São Paulo, David Zilbersztajn. Estamos vendendo o controle de uma empresa estratégica não para especuladores, mas para investidores de longo prazo que buscam mercados estratégicos.
O secretário discorda das análises sobre os efeitos negativos das quedas mundiais nos mercados acionários sobre o processo de privatização no Brasil. Para ele, a análise sobre o risco de queda no preço é discutível. Os investidores que estão entrando no País não se baseiam nos comportamentos de mercados voláteis, como as bolsas, para fazerem decisões de investimentos de longo prazo, na compra de ativos ou nos leilões de privatização, afirma. Ele acrescenta que os consórcios costumam ter como participantes bancos de investimentos ou instituições financeiras de grande porte, para trazer os recursos necessários à compra de empresas. Acrescenta que falta moral aos analistas de mercado: Eles sempre defenderam os fundos de ações como opção de investimento, e quem entrou na conversa perdeu dinheiro.
Segundo o secretário, não há motivo para adiamento do leilão. Ao contrário, qualquer atraso pode prejudicar a credibilidade do programa de privatização, além de dar prejuízo aos cofres públicos.





