O governo de São Paulo estuda a possibilidade de fazer o leilão de privatização da Cesp Paraná em março ou, no máximo, em abril. A avaliação é de que 90 dias são suficientes para fazer alterações no edital de convocação para o leilão, com um novo preço mínimo, acrescentando o pagamento de uma parte da dívida de US$ 500 milhões, a única de curto prazo que a Cesp Paraná tem.
Com um novo preço mínimo, acima de R$ 1,739 bilhão, a Cesp Paraná vai a leilão, já com a autorização para encher o reservatório da usina de Porto Primavera. A autorização foi conseguida com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e de Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Este era um fator que atrapalhava o leilão. Muitos interessados internacionais ficaram reticentes quanto a participar do leilão de privatização, por falta desta autorização do Ibama, pois Porto Primavera é uma hidrelétrica de grande porte, com potência de 1.800 megawatts.
No caso da Cesp Paraná, oficialmente ninguém fala nada.‘‘Não há decisão alguma tomada agora, após o cancelamento do leilão. Nada foi discutido sobre o assunto. O governo vai reestudar a questão da privatização da Cesp Paraná. A princípio continuamos pensando seriamente em sua privatização’’, disse uma autoridade ligada ao Programa Estadual de Desestatização, o PED. Mas, há a confirmação de que o Programa Estadual de Desestatização vai analisar a questão profundamente.

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