Leilão da Caixa desova imóveis de inadimplentes
O superintendente de negócios em exercício do escritório regional da Caixa Econômica Federal em Londrina, Ruy Baroni, afirma que o financiamento da casa própria é um bom negócio atualmente frente à estabilidade da moeda. A inflação do ano, que deverá ficar abaixo de 10%, segundo Baroni, permite que o mutuário planeje a compra da casa própria com pagamento a longo prazo.
Sempre defendemos a estabilidade da moeda. A inflação alta prejudica porque, neste caso, o mutuário tem de pagar a correção da moeda e ainda a amortização do contrato, resume o superintendente em exercício. Segundo ele, os contratos feitos a partir de um quadro econômico estável dão plenas garantias de que os imóveis estarão quitados após o pagamento da última parcela. Nos últimos meses o escritório da Caixa em Londrina lançou um audacioso plano de vendas de imóveis que pertenciam a mutuários inadimplentes. Os imóveis foram leiloados após serem retomados através de via judicial.
Baroni disse que a comercialização destes imóveis, que foram oferecidos com opção de financiamento, foi satisfatória. Quem financia hoje amortiza o valor de sua dívida já a partir do primeiro ano. O mutuário vê esta amortização, afirma ele.
Quanto aos contratos feitos até 94, quando a inflação chegava a três dígitos, o superintendente afirma que são financiamentos prejudicados por períodos de distorções na economia brasileira. De acordo com Baroni, hoje a Caixa oferece linhas de crédito para mutuários que variam de 10,5% a 12% de juros mais o referente à correção da inflação. As regras de amortização, explica, seguem o modelo da chamada tabela Price. De acordo com o superintendente, este plano de pagamento é utilizado nos países desenvolvidos.
Ainda de acordo com o superintendente, as regras contratuais são claramente informadas aos candidatos a mutuários. Sobre o crescimento da auto construção registrado em Londrina nos últimos anos (leia matéria nesta página), Baroni afirmou que se trata de um comportamento que reflete o crescimento de renda de uma parcela da população. São pessoas que readquiriram o poder de compra. É um novo segmento do mercado, em que a família costuma participar da construção da moradia, afirma. (P.L.)





