Ontem foi realizado o primeiro leilão do trigo vinculado ao financiamento em equivalência-produto (trigo que foi usado pelo produtor para quitar junto ao governo a dívida do custeio da safra). Conforme dados da Bolsa de Mercadorias do Paraná, foram comercializadas 22,6 mil toneladas, cerca de 30% da quantidade ofertada pelo governo.
Segundo o diretor de Abastecimento do Ministério da Agricultura e do Abastecimento, Vilmondes Olegário da Silva, esses leilões encerram a participação do governo no financiamento da safra de trigo desse ano. Da produção nacional, que foi de 3,1 milhões de toneladas, cerca de 50% tiveram investimentos federais.
Apesar da pequena comercialização do leilão de ontem, Silva acredita que para o próximo, que acontece no dia 4 de abril, a procura vai ser maior. ‘‘Os consumidores terão mais tempo para conhecer o produto e mais segurança para comprar’’, explica Silva. ‘‘Além disso, o governo pretende fazer um estudo de mercado para reavaliar o preço’’.
Na opinião do técnico da corretora Agricampo, de Curitiba, Marcelo Rossetim, foi justamente o preço um dos principais motivos do pouco interesse demonstrado pelo leilão. ‘‘Se o governo não baixar o valor dos lotes, as dificuldades serão maiores’’.
O leilão está sendo realizado no Sul do País. No Paraná foram comercializadas 19,2 mil toneladas. Em Santa Catarina, 300, e no Rio Grande do Sul, 3,1 mil toneladas.

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