Leilão anima o setor de energia
Grande parte dos grupos que exploram a geração de energia elétrica no país aguarda com ansiedade os detalhes do leilão de eólica que o Ministério de Minas e Energia promete realizar ainda no primeiro semestre deste ano. Os detalhes e o modelo da iniciativa ainda não foram divulgados mas o setor já se movimenta.
Por enquanto, a assessoria do Ministério se resume a informar que o Governo Federal quer incrementar a produção de energia eólica no país para mostrar que essa fonte é economicamente viável. Atualmente, as 29 usinas eólicas em operação no Brasil respondem por apenas 0,39% (pouco mais de 400 mil KW) da energia gerada anualmente, que soma 102.812.052,55 KW. No Paraná, o terceiro maior gerador de energia do país com 17,15% e que tem sua matriz energética baseada em hidrelétricas, a produção da eólica de Palmas contribui com apenas 0,01% (2,5 mil KW).
De olho nas oportunidades, o assistente de Novos Negócios da Celesc, Paulo Meller, confessa que todo mundo está elaborando projetos e procurando parceiros para participar do leilão. Mas os planos são mantidos em sigilo por causa de clausulas de confidencialidade presentes nos contratos de parceria. O gerente operacional da Cenael, Daniel Salvatore, comenta que, além do leilão, os empreendedores também aguardam a formatação de um plano nacional de investimentos para alavancar de vez este segmento.
Em todo o país, estão em construção 10 novas usinas eólicas que deverão gerar mais 353 mil KW. Além disso, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informa que outras 50 (mais 2.388.173 KW) foram outorgadas entre 1998 e 2009 mas as obras ainda não começaram. (L.A.)





