Os financiamentos do programa federal ‘‘Minha casa, minha vida’’ ficarão restritos a R$ 80 mil para os londrinenses. O projeto já publicado prevê como limite de financiamento R$ 100 mil para municípios com mais de 500 mil habitantes. Apesar da estimativa populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada em agosto do ano passado, projetar uma população de 505.184 habitantes, a lei reconhece apenas o censo oficial do órgão. ‘‘A Caixa (Econômica Federal) cumpre a lei e pelo último censo (divulgado em 2006) Londrina tem 497 mil habitantes’’, afirma Roberto Luiz Bachmann, superintendente regional da instituição bancária.
  Na Região Norte do Estado apenas Londrina e Apucarana – municípios com mais de 100 mil habitantes – serão beneficiadas pelo programa. A estimativa da Caixa é que nas duas cidades sejam construídas cerca de 10 mil unidades habitacionais. No entanto, não há projeções de valores investidos nas moradias. O anúncio do governo federal de estender o programa a todos os municípios brasileiros, independente da população, ainda não foi tornado oficial e, por isso, por enquanto apenas os dois municípios na região serão beneficiados. A possibilidade de Londrina ter aumentada a sua cota de financiamento ocorrerá apenas se for regulamentada em lei.
  Bachmann acrescenta que as inscrições para o programa podem ser feitas na Cohab (em Londrina) e na Codap (em Apucarana). Ao todo, constam nos cadastros da Cohab cerca de 20 mil inscritos. Desde o anúncio do projeto já foram feitas cerca de mil inscrições. Em Apucarana são cerca de 600. Conforme as regras do programa, famílias com renda de até 3 salários mínimos terão 10 anos para pagar em parcelas limitadas a 10% do rendimento. A prestação mínima é de R$ 50. Para famílias com renda entre 3 e 10 salários mínimos o financiamento proposto é o que já é feito na Caixa, cuja parcela pode ser de até 30% do rendimento por até 360 meses.
  Amanhã será realizada reunião na sede do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Norte do Paraná, em Londrina, com as construtoras para esclarecer os detalhes técnicos e operacionais do programa. Em resumo as prefeituras devem fazer adesão ao projeto junto ao governo federal e indicar os terrenos onde as casas podem ser construídas. As construtoras interessadas devem elaborar o projeto e apresentar à Caixa para aprovação. Somente depois de construídas é que as casas serão financiadas. A indicação das famílias beneficiadas será feita pelos órgãos que fazem o cadastramento, no caso Cohab e Codap.
  Pelas regras, o programa prevê a construção de conjuntos habitacionais para famílias com rendimentos de até três salários. Devem ser construídas até 500 casas ou condomínios com até 250 unidades. A metragem proposta são casas de 35 metros quadrados ou apartamentos de 42 metros quadrados. No caso de beneficiados com renda de 3 a 10 salários podem ser conjuntos ou unidades independentes. A prestação máxima é de R$ 1.395. No Brasil todo até 2011 devem ser construídas 1 milhão de habitações, das quais 44 mil no Paraná.

HABITAÇÕES
Números do programa ‘‘Minha casa, minha vida’’

No Brasil serão construídas cerca de 1 milhão de moradias. No Paraná o número estimado é 44 mil, das quais 10 mil em Londrina e Apucarana;

São duas modalidades: para famílias com rendimentos de até 3 salários mínimos e com renda entre 3 e 10 salários;

As prestações ficarão entre R$ 50 e R$ 1.395;

Interessados devem fazer inscrições na Cohab, em Londrina, e na Codap, em Apucarana;

Fonte: Caixa Econômica Federal

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